quinta-feira, 4 de maio de 2017

Adolescência - Momento de Mudança!



Quando pensamos ou ouvimos falar sobre a Adolescência remete-nos a pensar no conceito que lhe está associado. 


Mas afinal, o que é isso da Adolescência? 


A adolescência deriva do termo adolescer, da origem latina <adolescere>, que etimologicamente significa crescimento, aplicando-se especificamente ao período de vida compreendido entre a puberdade e o desenvolvimento do corpo, podendo fixar-se entre os 13 e os 23 anos, e estender-se até aos 27. 


É um período em que ocorre um importante processo de transformação a nível anatómico, fisiológico, psicológico e social, sendo uma das fases mais importantes da vida do ser humano , e uma das fases mais difíceis de entender para os Pais destes adolescentes, que muitas vezes, criam obstáculos ao seu crescimento e níveis de compreensão rasteiros neste processo tão delicado que é a adolescência, fazendo com que os seus filhos adolescentes se refugiem noutros meios (normalmente na rua), devido à falta de compreensão que por eles é sentida dentro de casa.



Este é um momento em que o adolescente não sabe onde começa e não sabe onde acaba. Tudo o que é novo lhe parece estranho. É um turbilhão de emoções, conflitos, desequilíbrios e instabilidades extremas, e o conforto e a compreensão serão as suas melhores armas para que possa ultrapassar esta fase de extrema fragilidade. Considera que o seu filho pensa que sabe tudo e não aceita uma opinião? Não reaja de forma impulsiva, porque esse é o maior desafio do seu filho. Ele só o desafiará se você, como pai, o desafiar pela imposição. Ele precisa de aprender a escolher, sem que a escolha seja sua. Deixe-o “livre”, sem contudo, o perder de vista. Abra o seu coração, para que ele abra o dele também.


É um momento em que ele vive uma enorme turbulência derivada de todo o processo transformacional que suscita conflitos que até há tão pouco tempo dependiam dos pais, mas agora ele não tem noção de onde começa e de onde termina o seu próprio corpo. O jovem passa agora por um período evolutivo de um estado de dependência para uma condição de autonomia pessoal e de uma condição de necessidade de controlo externo para o autocontrolo. O mundo do jovem transforma-se e a crescente autonomia abre as portas para uma imensa diversidade de escolhas e decisões.


Quando se fala em Adolescência, fala-se sobretudo na criação de um novo universo objetal, relacional, identitário e identificatório. Universo marcado por transformações na relação entre o Eu e o(s) outro(s), vividas com grande turbulência e que impõem um processo criativo e uma relação de ligação e de comunicação entre o interno e o externo, entre o conhecido e o desconhecido, entre o desejado e o temido.


“Tudo é novo e fugaz: o mundo, os pais, ele próprio”. O adolescente procura um sentido e um nome para a vida que efemeramente parece ter saído do seu controlo. Muitas vezes a adolescência não permite apenas as vivencias que lhe estão inerentes, mas pode ser vista como uma possibilidade de solucionar os conflitos da infância. Antes de ser adolescente o jovem foi uma criança, e toda a sua história faz história, faz vida e será responsável pelo processo de criação do seu verdadeiro EU.


Antes de mais nada, a imagem que os adolescentes nos dão é o reflexo do mundo dos adultos com quem vivem, é importante que nunca se esqueçam disto. O adolescente vive numa dialética que por vezes é sentida como insuportável. Querer crescer e querer regressar; Depender e autonomizar-se; fazer o luto da bissexualidade infantil e o despertar da heterossexualidade adulta.




Retenha apenas uma coisa: um equilíbrio estável neste período seria anormal.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Um Tema de Coragem - Luto!

Este é sem dúvida, um tema deveras delicado. Um tema pouco procurado e desejado pelos leitores que, por ele, possam estar mais carecidos. Na verdade, ninguém procura o desejo de entender um tema que, de um segundo para o outro, passou a ser um tema integrante da própria vida. O luto. A perda. Temas de coragem, que exigem uma enorme e inimaginável luta interior. Não apenas para a sua possível interiorização, mas sobretudo para tudo aquilo que estes temas acarretam física, psíquica e emocionalmente. Seria tão fácil dizer o quão importantes são as palavras dos demais significativos durante o período de uma perda. Mas será que uma perda pode ser considerada apenas como um período ou uma fase?! Uma passagem da vida?! Para alguns pode ser apenas isso, uma perda. Já para outros, pode marcar o inicio de uma perda infindável, onde os pés parecem não conseguir voltar a sentir o chão. Aquele que era o chão de todos os dias.

Voltando às palavras, estas não deixam de perder significado, no entanto, a partir “daqui” tudo parece ser questionável. “Quantas vezes serão essas palavras sentidas como verdadeiras? Inicialmente, associadas ao momento de extrema fragilidade, podem parece-lo, de todo, mas quando se começa a acordar do pesadelo para a realidade, também outras “imagens”, começam a ficar mais nítidas. Para o enlutado, ou seja, para aquele que perdeu o objeto amado (alguém muito próximo), todo o chão parece ficar instável, assim como as palavras parecem apenas isso. Palavras. E quantas palavras serão precisas para confortarem com a mesma intensidade que um olhar? Será que ainda existem pessoas que consigam olhar e ver ao mesmo tempo? Acredito que sim, no entanto, também acredito que sejam poucas, muito poucas. Olhar….parece fácil. Olhar….todos olham. Mas para ver, é preciso ir muito mais além do que, simplesmente olhar. É preciso ter alma para sentir a alma do outro. É preciso ter tempo para confortar o outro, mais que não seja, apenas com um olhar de quem vê. Um olhar pode dizer muito mais do que um “entendo a tua dor, mas não serão as minhas palavras que te irão trazer de volta aquele alguém tão significativo que possas ter perdido e, por isso, estou apenas a transmitir-te que estou aqui, disponível, para ouvir aquilo que possas querer ou não dizer, sem que tenha de ser eu a questionar-te. Aliás, não te quero questionar, porque não quero invadir o teu espaço neste momento em que sei que precisas dele, mas quando regressares, estarei aqui”. Um olhar de quem vê; um abraço de quem sente; podem dizer isto e muito mais, e num momento de perda, a pessoa enlutada, sentirá e absorverá certamente estas “palavras” que foram, “ditas” intensamente. Há que respeitar a dor do outro, sem se ser intrusivo, por um lado, e desprezível, por outro. Há que marcar de uma forma sentida, com um verdadeiro “estou aqui”.

A perda de alguém significativo, é das experiencias mais dolorosas para o Ser humano, e nada nem ninguém, poderá proporcionar o conforto desejado, porque só o regresso da pessoa perdida, poderia suprimir esse desconforto. Como tal, o luto caracteriza-se por sentimentos de melancolia e de desorganização, até que o enlutado consiga iniciar a elaboração desta perda (e elaboração, ou seja, fazer o luto, não significa resolução para a perda, porque não existem poções mágicas para uma dor que jamais se apagará de partilhas, da memória e do coração de quem perdeu, mas existem maneiras de se voltar a “viver”, reorganizando a própria vida).

Por norma, alheias a factos e a experiências desta natureza, comummente, as pessoas questionam o enlutado acerca do momento em que ocorreu a perda, considerando muitas vezes que, “afinal já passou um ano, ou dois, ou dez, e que desta forma, já fez a elaboração do luto”. Para os que surgem apenas em redor deste tipo de acontecimentos, tudo parece mais fácil, ou talvez considerem que uma pessoa normal e sádia, deva superar a perda na sua totalidade e de forma “rápida” (aproximadamente 6 meses). Mas na verdade, existem perdas e perdas. Por muito que a dor possa atenuar, jamais desaparecerá. A dor da perda é uma dor interna, é uma rutura que, nem sempre é visível a todos. Daí a importância do olhar, vendo quem se olha. Porque sorrir nem sempre significa estar bem, mas para muitas pessoas, se se sorri, é porque o vazio da perda já foi encoberto com uma outra “vida”, e passo a expressão, mas “más línguas”, não conseguem pensar de outra forma. Para quem apenas olha, tudo parece fácil. Olhar não é Ver. Mas olhar e ver o outro, é ter compaixão. E compaixão pelo outro, não é ter pena….é ter “com paixão”, oferecendo ao outro o que de melhor reside dentro de cada um. Pena? Coitado? Porquê? Um julgamento deveras insensível. Coitado porque a vida lhe foi injusta? Pena porque perdeu alguém que lhe era significativo? Então todos os seres humanos seriam um motivo “de pena”, porque já todos perderam algo ou alguma coisa na vida (de diversas maneiras, acarretando diferentes sentimentos). Se estes fossem justos pensamentos, então todas aquelas pessoas que falam alheias aos sentimentos e sofrimento dos outros, deveriam ser julgadas como coitadas? Claro que não é assim. Mas infelizmente, nos dias que correm, é assim que muitas pessoas olham para a vida, sem que sejam capazes de sentir minimamente a dor do outro (ou pelo menos tentar imaginar, colocando-se no lugar do outro), não percebendo que o outro não precisa que tenham pena, mas sim, de pessoas em seu redor que vivam “com paixão”.

Todos Nós, enquanto Seres Humanos, fomos, somos e sempre seremos insubstituíveis. Cada Ser ocupa um lugar único no Mundo e na vida de cada um. E só ao próprio, compete o direito e o dever de julgar a própria vida.



Antes de se Ser Pai ou Mãe, é-Se Homem ou Mulher e, por detrás de um bom Homem ou de uma boa Mulher, esteve certamente um bom filho(a), e estará certamente um bom Pai ou Mãe. Esse é, sem dúvida, o maior e o melhor sentimento que um filho poderá levar consigo, se a vida se encarregar de traçar uma batalha de guerra antecipada e invertida, originando uma posterior união para os que nela permanecem com dor. Tudo o que é material, vem e vai, vai e volta, ou pode até não voltar. Contrariamente, à experiencia e à partilha que, ficará para sempre na memória e no coração de quem amou. Isso sim, é o que se leva desta vida. E por mais que se possa perder quem se ama, o amor, esse, nunca acaba. O amor é eterno. Assim como a dor atenuada, mas nunca esquecida. Para a morte, não existem culpados, a única culpada é a vida. Nem mesmo aquele que privou o seu ser amado de uma relação calorosa intima, proporcionando momentos de angustia; carência de amor; culpa ou depressão, dificultando assim o ajustamento social, se deve sentir culpado ou culpar alguém (por mais que, inconsciente, o possa vir a fazer). Ninguém merece carregar uma bagagem de culpa, que pesa todos os dias, perante algo que até hoje, por maior que seja a injustiça vivida, nunca pôde ser contornada. Nenhum Pai, nenhuma Mãe, se devem culpabilizar por uma perda, quando ambos sabem e sentem, conscientemente, que o amor foi sempre um ato vivido e sentido por ambas as partes.
Apesar de todas as lamentações que possam existir (quer seja o fim de um relacionamento ou a perda de um emprego), não só existe um fim para tudo isto, como existe um fim para todas as pessoas amadas, mas nunca para o amor. A lamentação da perda está sempre associada a uma série de fatores. Nem todas as pessoas sentem uma perda da mesma forma. A idade da pessoa; as circunstâncias da perda; a idade de quem perde; entre outros, tudo isso facilita ou dificulta o processo da elaboração do luto. E a dor, deve ser considerada como um processo e não como um estado. Um processo pode ser evolutivo, e será certamente mais evolutivo, se contar com o apoio de todos aqueles que são significativos, assim como com a ajuda de profissionais de saúde mental. Nunca é tarde para pedir ajuda. E pedir ajuda, não significa ter de abdicar daqueles sentimentos que, fazem com que o enlutado, viva e reviva momentos que o façam sentir a presença de quem perdeu, se isso for condição para que continue a viver. Pedir ajuda, significa aprender a lidar melhor com uma dor que, por vezes, parece ser sentida como mais insuportável e corrosiva. Um profissional de saúde mental, jamais o questionará por mera curiosidade, contrariamente a algumas pessoas que até possam parecer próximas mas que, no fundo, se alimentam de falta de tempo para os outros, alimentando apenas o seu Eu pela curiosidade, pelo julgamento e por tantos porquê’s sem olhares de quem vê. É caso para dizer, são palavras a mais para tão pouca “ visão”.
 

Nem tudo na vida tem solução, mas existe sempre uma opção. Continuar a ter vida, sem deixar de sentir a outra vida, como se ela, fosse para sempre sumida. Por vezes, faz-se necessário ir à guerra, para se perceber o verdadeiro guerreiro que se é. Nunca é tarde para se SER o que sempre se foi.

Texto da Autoria de: Rita de Carvalho | Psicóloga Clínica e da Saúde 

quarta-feira, 29 de março de 2017

Mudança VS Rotina

Nem sempre será fácil falar em mudança. 

Afinal de contas, a mesma acarreta uma série de alterações psicológicas, emocionais e, até mesmo físicas. Antes de se pensar em mudança, é preciso reconhecer a sua necessidade! É preciso aceitar que existem coisas que precisam de ser diferentes! É preciso haver disponibilidade psicológica e emocional para as mudanças que se avizinham, depois de se aceitar essa mesma necessidade.

 Associado à mudança está e estará sempre o medo de mudar. É por isso que tantas e tantas pessoas preferem continuar confortavelmente onde estão, com receio de alterar aquela que é a sua rotina, não saíndo assim, daquela que é a sua zona de conforto. É preciso correr riscos. Não é fácil, mas são riscos que se fazem necessários. Para se ser original, é preciso assumir a mudança, caso contrário, será-se plágio por toda a vida, havendo limitações ao nivel do comportamento. Repetindo-o de igual forma, dia após dia. Tudo igual. Tudo monótono. Tudo mais fácil. Tudo mais aborrecido. São as pequenas mudanças que levam a grandes transformações, mas até para essas pequenas mudanças, é preciso estar-se preparado psicologicamente, porque depois, existe o tempo em que se idealizou, por vezes, demasiado tempo, e quanto mais tempo passou para se mudar, maiores serão essas idealizações que podem levam a diversas frustrações por se estar tão distante do que afinal, é o real. 

Por isso, quando pensar em mudar, pense que se pensou não foi por tudo estar bem. Se já colocou essa hipótese, não foi por acaso. Se estivesse bem com a sua rotina, não pensaria sequer nessa mudança! 

Seja apenas aquilo que quer ver no mundo, e não aquilo que os outros gostariam de ver em si!

quarta-feira, 22 de março de 2017

As Palavras, o Mel e o Ferrão

Muitas são as palavras proferidas que ultrapassam o expoente do mel. O expoente da doçura. Muitas são as palavras que são ditas só para tirarem o lugar do silêncio, quando na verdade, o silêncio seria o melhor lugar para as palavras. Lugar esse que deixa de ser ocupado pelo mel, dando lugar ao ferrão. Um ferrão que pode ferir. 
Muitas são as formas de se usarem as palavras, sem que o ferrão fique cravado. Mas cravado ou não, as marcas ficam sempre. Mais que não seja na memória. Na memória de quem ouve. Na memória de quem sente. Na memória de quem esperava encontrar somente a doçura do mel. 
Tal como uma flecha, a palavra não volta atrás. Depois de ser dita, já teve um interlocutor que a ouviu, e um coração que a sentiu. As palavras só devem ser desmedidas na medida em que levam o outro ao expoente máximo de conforto. Mesmo que as palavras não confortem, importa sobretudo a forma como são ditas. 



A forma por si só, já será um conforto. É por isso que quando a abelha ferra, ela própria morre. Assim se morre por dentro, lentamente, quando não se é suficientemente doce. Quando não se alimenta a própria natureza e tudo aquilo que a rodeia. Que as palavras sejam repletas de mel, e de poucos ferrões, para que a vida, assim o seja. 
Doce!

segunda-feira, 20 de março de 2017

Psicologia Online

Para mais informações sobre a orientação psicológica on-line, aceda ao separador do menu correspondente ou envie e-mail para: Ritadecarvalho.psi@gmail.com.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Gotas de Canela




Todo o ser humano, em algum momento da sua vida, acaba por viver e se envolver em momentos que, na verdade, são vividos de forma ilusória.
Momentos que são apenas fruto dos seus desejos e da sua imaginação. Dando asas ao que não se tem mas que gostaria de se ter tido; reflectindo os pensamentos que não se pensam mas que gostaria de se ter pensado; ouvindo o que não se ouve mas que gostaria de se ter ouvido; estando com quem não  se está mas que gostaria de se ter estado; sonhando o que não se sonha mas que gostaria de se ter sonhado. Tanta fantasia por detrás de uma realidade tão distante.
Porque teimar em não dizer o que tanto se quer dizer?
Porque teimar em não viver o que tanto se quer viver?
Muitas palavras e pouca coragem, fazem com o que o ser Humano fique preso àquelas que são meramente as suas fantasias, ideias e ideais, impedindo-o de viver a vida de forma autêntica, dificultando aquele que pode ser o seu caminho para a felicidade. 




Porque fechar as portas da imaginação ao concreto da vida?
Quando só através do concreto é que se poderão obter as respostas às perguntas tantas e tantas vezes colocadas pelo ser humano, mas que por falta de coragem, tardam em chegar. Na vida, nada acontece por acaso, mas para o acaso, também é preciso ter coragem.
Coragem de viver.
Coragem de ser autêntico. Para que a vida não passe em branco e as pessoas não vivam a fantasiar com gotas de canela.
As gotas são ilusórias.
O importante está no conteúdo. Muitas vezes, grandes são os sonhos que construímos em cima de pessoas que vivem de gotas de canela. Para se viver uma vida autêntica, há que ser autêntico. Há que ter conteúdo.

Ainda assim... É suposto contentarmo-nos com pouco?

terça-feira, 14 de março de 2017

Estrada de Chocolate


Apesar de existirem alguns alimentos capazes de estimular algumas funções cognitivas, por si só não serão suficientes, mas podem ser um ótima ajuda para mudar velhos hábitos.

Sendo o chocolate capaz de estimular a concentração e consequentemente, a atenção, será uma mais valia para mudarmos aqueles velhos hábitos dos quais já nos tentámos libertar inúmeras vezes mas, sem sucesso. E porquê? Porque as rotinas são possíveis de mudar, mas exigem algum esforço e sobretudo muita atenção. Só conseguiremos alterar um hábito ou uma rotina do dia a dia, se estimularmos fortemente a nossa atenção.


Todas as manhãs, acordamos, tomamos o pequeno-almoço e de seguida tomamos um banho relaxante, mas na verdade, queremos mesmo é acordar e dar uma corrida pelo parque. Para isso, temos de estimular a nossa atenção até conseguirmos substituir a velha rotina por esse novo hábito, e em média, só passados 60 dias é que o nosso cérebro será capaz de automatizar essa informação, sem que tenhamos de pensar no que iremos fazer após ouvirmos o toque do despertador. Até porque tudo aquilo que fazemos no dia-a-dia já está automatizado, não temos de estar a pensar no destino de cada passo que damos até sairmos de casa, mas para mudarmos o destino desses passos, precisaremos de estimular a nossa atenção ao máximo!!!